sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Jovens com uma Missão

O ide aos pequeninos


O ensino aos filhos (nossos alunos no Clubic, Ebec ou Oanse) é visto nas Escrituras como um fruto do esforço de lembrar-se continuamente dos feitos de Deus. Deuteronômio 4:9 fala que os israelitas deviam cuidar de sua própria vida espiritual para depois cuidarem da vida espiritual de seus filhos. Isso não seria forçado (não se esqueçam e não se apartem), mas o resultado de uma ação natural (Tão-somente... que).

Em uma época sem escolas públicas ou particulares, o conhecimento técnico ou religioso estava retido nas mãos dos pais (os primeiros líderes Clubic ou Oanse). Eis a razão porque o mandamento é “Ensinai-as a vossos filhos” (Dt 11:19). O esforço familiar estaria em preservar a memória do nome do SENHOR Deus. E isso traria consequência dentro e fora de casa (Js 4:24): (1) Deus é forte, (2) por isso, deve ser temido diariamente; e (3) Ele é o nosso Deus.

A quem foi isso mandado? Não foi apenas à geração imediata à entrega da lei? Sim, somente aqueles deveriam assumir o compromisso de guardá-la e repassá-la? Não! Todas as gerações seguintes ao povo que têm a lei de Deus, têm também a ordem de transmiti-la aos filhos (Salmos 78:5).

Como essa tarefa seria desempenhada? Primeiramente em toda a ocasião. Isso mesmo! Toda ocasião deveria ser utilizada para ensinar aos filhos acerca do SENHOR Deus de Israel. O mandamento é para ensinar... falando, ou seja, os pais deviam conhecer e repassá-las verbalmente aos filhos (Dt 11:19a). Saber o credo (o sistema de crenças da Lei) era mais que necessário. E esse sistema era profundamente monoteísta. Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR (Dt 6:4).Onde isso seria feito? Nas tarefas diárias, nas saídas de casa, ao anoitecer e ao amanhecer (Dt 11:19b). Cite uma ferramenta para auxiliar essa tarefa: Aproveite a curiosidade dos filhos

A curiosidade dos filhos deveria ser aproveitada para que eles conheçam a Deus. O pai devia ensinar aos filhos imitando o trabalho de um ferreiro que afiar instrumentos de metal (inculcar – Dt 6:7). O gênio infantil é normalmente curioso. Os filhos perguntariam: “Que vos significam estas pedras?” (Js 4:6, 21). Lições práticas devem ser utilizadas para despertar ou aumentar mais essa prática infantil: “Estas pedras serão... por memorial aos filhos de Israel” (Js 4:7). Por quantas gerações essa prática isso deveria ser feito? No futuro (Js 4:21), para sempre (Js 4:7).

Todas as crianças eram convidados a conhecerem ao SENHOR Deus. Em Salmo 34:11, a ideia por trás da palavra “filhos” está associada aos santos de Deus, aos israelitas fieis como nos mostra o contexto (Sl 34:9). Estes santos são convidados (Vinde e escutai) a aprenderem o temor do SENHOR, ou seja, a serem sábios (cf. Pv 1:7).

E a responsabilidade por isso deve ser confirmada em cada nova geração. A boca de Asafe se propôs a uma atividade contínua: “aos filhos que nascerão eu ensinarei, para que eles ensinem aos filhos deles” (Sl 78:6). O trabalho não é apenas de Asafe, mas de todos os que temem ao Senhor e querem ver sua glória na terra. Essa ordem é transferível: a próxima geração deve repassa aquilo que recebeu à geração seguinte. A glória a Deus deve ser passada de geração a geração (Sl 145:4).

O que como jovem devemos fazer? Devemos sentir o peso da importância desse ministério. Certo salmista faz uma oração interessante: Deixa-me ensinar as crianças a te amar! A glorificar-te pelo que és (Sl 71:18).

É dever dos pais [ e nossa, jovens líderes ou professores!] fazer os feitos de Deus conhecidos. Asafe percebe a importância desse fato e canta algo parecido (Sl 78:4): os filhos e a geração vindoura devem ser ensinados quanto ao poder e as maravilhas que Ele opera. Isso dá a vida ao culto, alegra corações e renova almas abatidas.

É mandamento! Algum tempo depois de Asafe, Joel, o profeta, fez o mesmo: “Contem para seus filhos e diga para eles falarem a seus netos e não esqueça de dizer para seus netos ensine a seus bisnetos que A GLÓRIA DEVE SER DADA A DEUS” (Jl 1:3).

Que o Senhor seja contigo!


Pr. Marcos Paulo da Silva Soares

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