O crente tem o desafio animador de viver
sabendo que: “Em cada circunstância da vida eu encontro Deus, e posso e devo
responder apropriadamente”. Veja a sofrida e idosa Noemi. Três terríveis
calamidades a castigaram: fome, morte e o perigo de viver em solidão. Quem era
o responsável por isso? Satanás, a própria família de Noemi? Os outros? Quem?
Ainda que o texto não aponte um responsável imediato entre esses de que acabei
de falar, ele aponta alguém interessado em permitir que esses tristes
acontecimentos surgissem: o SENHOR descarregado contra mim a sua mão” (1:13).
Podemos, então, dizer que aos olhos de Deus
nenhuma das circunstâncias pelas quais eu passo são novidade ou surpresa! Ou
seja, o que acontece porque Deus tem seus propósitos. Tomemos como exemplo o
caso do apóstolo Paulo em 2 Co 12:7ss: “E, para que não me ensoberbesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um
espinho na carne, mensageiro de Satanás,
para que me esbofetear, a fim de que não
me exalte. Por causa disto, três vezes pedi
ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta,
porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.
De boa vontade, pois, mais me gloriarei
nas fraquezas, para que sobre mim
repouse o poder de Cristo”.
Embora Satanás fosse o
agente da aflição na vida de Paulo nessa época, isso não o destruiu. Isso o
tornou mais forte, porque ao tentar destruir Paulo, Satanás não estava
surpreendendo a Deus. O SENHOR tinha seus propósitos ao permitir isso.
Por trás de todas as
aflições, Deus tem seus propósitos. Permitindo-as, Ele as controla para o nosso
bem. Existe um valor positivo na dor. Segundo o autor de Hebreus (12:6-11), a
aflição é o meio pelo qual Deus nos prepara para o seu serviço e para o céu. A
aflição é nossa academia. Os atletas não aperfeiçoam suas habilidades exceto
por meio do treinamento doloroso. Um grande estudioso da Bíblia disse: “Sem
dor, não há ganho”. Tiago (1:2-4), Pedro (1 Pe 1.6, 7) e,
novamente, Paulo (Rm 5:3-6), juntos eles nos proclamam nessa noite: Há um valor
positivo no sofrimento. Leiamos Atos 5:41: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido
considerados dignos de sofrer
afrontas por esse Nome”.
A dor, e somente a dor:
1.
Guia para o autoexame, para o reconhecimento
e a confissão do pecado, para a dependência humilde de Deus
2.
Leva a ajoelhar-se diante d’Ele
3.
Leva a sentir fome e sede de Deus e te leva a
buscar pela verdade da Escritura
Se você crê que Cristo é soberano, que ele protege
a você em cada circunstância, então você deveria estar contente. Lembre-se de
que “Nossa privação é o professor que Deus nos dá”. “O contentamento requer que
nós não apenas saibamos que Deus
está em tudo, mas que confiemos nele
também”.
Esse contentamento não é fatalismo. Ele não
produz passividade ante a adversidade. Ele nos leva a confiar em seus planos, a
orar e a trabalhar em sua obra. Tomemos por exemplo Abraão e Sara, segundo
Romanos 4:19: “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu
próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o
amortecimento do ventre de Sara”.Por isso, Noemi reanimou-se quando soube que “o SENHOR se lembrara do seu povo” (Rt 1:6). Reanime-se, pois cada lágrimas que você tem derramado será lembrada por Deus (Ap 7:17; 21:4)!
Pr. Marcos Paulo Soares
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