quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A tristeza e a Soberania de Deus - Breves Considerações


O crente tem o desafio animador de viver sabendo que: “Em cada circunstância da vida eu encontro Deus, e posso e devo responder apropriadamente”. Veja a sofrida e idosa Noemi. Três terríveis calamidades a castigaram: fome, morte e o perigo de viver em solidão. Quem era o responsável por isso? Satanás, a própria família de Noemi? Os outros? Quem? Ainda que o texto não aponte um responsável imediato entre esses de que acabei de falar, ele aponta alguém interessado em permitir que esses tristes acontecimentos surgissem: o SENHOR descarregado contra mim a sua mão” (1:13).
Podemos, então, dizer que aos olhos de Deus nenhuma das circunstâncias pelas quais eu passo são novidade ou surpresa! Ou seja, o que acontece porque Deus tem seus propósitos. Tomemos como exemplo o caso do apóstolo Paulo em 2 Co 12:7ss: “E, para que não me ensoberbesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para que me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te  basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”.
Embora Satanás fosse o agente da aflição na vida de Paulo nessa época, isso não o destruiu. Isso o tornou mais forte, porque ao tentar destruir Paulo, Satanás não estava surpreendendo a Deus. O SENHOR tinha seus propósitos ao permitir isso.
Por trás de todas as aflições, Deus tem seus propósitos. Permitindo-as, Ele as controla para o nosso bem. Existe um valor positivo na dor. Segundo o autor de Hebreus (12:6-11), a aflição é o meio pelo qual Deus nos prepara para o seu serviço e para o céu. A aflição é nossa academia. Os atletas não aperfeiçoam suas habilidades exceto por meio do treinamento doloroso. Um grande estudioso da Bíblia disse: “Sem dor, não há ganho”. Tiago (1:2-4), Pedro (1 Pe 1.6, 7) e, novamente, Paulo (Rm 5:3-6), juntos eles nos proclamam nessa noite: Há um valor positivo no sofrimento. Leiamos Atos 5:41: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome”.
A dor, e somente a dor:
1.   Guia para o autoexame, para o reconhecimento e a confissão do pecado, para a dependência humilde de Deus
2.   Leva a ajoelhar-se diante d’Ele
3.   Leva a sentir fome e sede de Deus e te leva a buscar pela verdade da Escritura
Se você crê que Cristo é soberano, que ele protege a você em cada circunstância, então você deveria estar contente. Lembre-se de que “Nossa privação é o professor que Deus nos dá”. “O contentamento requer que nós não apenas saibamos que Deus está em tudo, mas que confiemos nele também”.
          Esse contentamento não é fatalismo. Ele não produz passividade ante a adversidade. Ele nos leva a confiar em seus planos, a orar e a trabalhar em sua obra. Tomemos por exemplo Abraão e Sara, segundo Romanos 4:19: “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara”.
          Por isso, Noemi reanimou-se quando soube que “o SENHOR se lembrara do seu povo” (Rt 1:6). Reanime-se, pois cada lágrimas que você tem derramado será lembrada por Deus (Ap 7:17; 21:4)!

Pr. Marcos Paulo Soares

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