É fato curioso que tanto
João quanto Jesus começou seus ministérios pregando uma mesma mensagem: “arrependei-vos, porque está próximo o reino
dos céus” (Mt 3:2; 4:17). As palavras arrependimento e arrepender-se são as
portas de entrada para a vida cristã. Sem ela não há comunhão com Deus e
comunhão entre os irmãos. Houve época em que ela foi desprezada e erros
doutrinários surgiram como a participação de não-crentes na ceia ou a aceitação
ao batismo e membresia à igreja de pessoas que literalmente não imitavam nem a
aparência cristã. Afora essas razões quero destacar outros três motivos por que
essa doutrina é tão importante:
Pregar o arrependimento é
MISSÃO DA IGREJA. Jesus após sua
ressurreição orienta aos discípulos assim: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as
Escrituras; e lhes disse:
Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos
no terceiro dia e que em seu
nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações,
começando de Jerusalém” (Lc 24:45-47).
Muitas promessas do AT
apontavam para a obra a qual Cristo veio realizar. O resumo dessa obra é:
1. “Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará;
fez a ferida e a ligará. 2Depois de dois dias, nos revigorará; ao terceiro dia, nos levantará, e viveremos
diante dele” (Os 6:1-2).
2. “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha
alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para
os gentios. Não clamará,
nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que
fumega; em verdade, promulgará o direito.
Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o
direito; e as terras do mar aguardarão a
sua doutrina” (Is 42:1-4). [O evangelista Mateus: nessa última
parte declara assim: “E, no seu nome, esperarão os gentios” (Mt 12:21).]
Muitas vezes, podemos nos
perguntar o que pregar para o meu amigo não-crente: PREGUE O ARREPENDIMENTO!
Nossa missão é pregá-lo! Além disso, o arrependimento é importante porque É UM
MANDAMENTO DE DEUS.
Houve
tolerância da parte de Deus em relação ao pecado humano:
1. Ele
limitou a vida humana para não pecarmos tanto quanto pudermos: “O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os
seus dias serão cento e vinte anos” (Gn 6:3).
2. Deu
tempo aos amorreus para mudar: “não se encheu ainda a medida da
iniqüidade dos amorreus” (Gn
15:16 cf. Lv 18:25).
3. Procurou
frutos na videira e não encontrou: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar
fruto nela, não achou. Pelo
que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não
acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a
terra? Ele, porém,
respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e
lhe ponha estrume. Se vier
a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la”
(Lc 13:6-9).
Mas chegará o tempo do
julgamento feito pelo Senhor que foi morto e ressuscitou. Até lá a bondade de
Deus ordena a TODOS os homens em TODOS os lugares: “ARREPENDAM-SE”. Paulo fala
aos moradores da cidade de Atenas, na Grécia: “Ora, não levou Deus
em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em
toda parte, se arrependam” (At 17:30). A doutrina do
arrependimento é importantíssima para nós, pois ela pregá-la é missão da igreja
na terra e porque ela é um mandamento de Deus aos homens. Junte a essas duas
razões um terceiro motivo: rejeitar a doutrina do arrependimento é perigoso
para todos.
Em Lucas 13:2-3, lemos: “Pensais que esses galileus eram mais
pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas
coisas? Não eram, eu vo-lo
afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”. Esse
texto nos ensina que diante de Deus não há distinção na hora da condenação: Não
há distinção entre religioso e não-religioso. “se, porém, não vos
arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13:3). Tanto
faz se você é participante ou não de uma igreja, um coração sem arrependimento
não é morada para o Espírito de Deus.
Paulo
reforça o que estamos afirmando quando diz: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas. Assim, pois, todos os que
pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram
mediante lei serão julgados” (Rm 2:11-12).
Não existe forma de fugir do
Deus de amor e justiça: “A alma que pecar, essa morrerá; o
filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho; a justiça
do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este”
(Ez 18:20).
O mesmo capítulo que
descreve o perfeito e doador amor de Deus, João 3(:16), fala também do perigo
de brincar com Deus: “Por isso, quem crê no Filho tem a
vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida,
mas sobre ele permanece a ira de Deus” (v.36)
Ano novo, vida nova – muitos
disseram nesses últimos dias. Mas como é possível uma vida nova diante de Deus
sem o arrependimento de seus pecados?! Pare, reflita sobre seus objetivos para
este ano.
Se
você tem metas para um ano: plante arroz;
Se
você tem metas para 10 anos: plante uma árvore;
Se
você tem metas para 100 anos: eduque uma criança;
Se
você tem metas para 1.000 anos preserve o meio ambiente;
Mas
se você tem metas para viver bem na eternidade: obedeça ao Senhor Jesus Cristo.
Arrependei-vos, e
cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos
pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2:38).

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